João Mulato E Pardinho (1992) (RGE 3086303) - (1992) - João Mulato e Pardinho
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TelefonemaÂ
Alô você que me tira do sério e conhece os mistérios da minha paixão
Alô você está em minha vida e em cada batida do meu coração
Alô você mulher apaixonada que alucinada espera por mim
Alô meu bem prepare bem o nosso ninho arruma tudo direitinho que hoje vou chegar afim
Estou morrendo de vontade de abraçar seu corpo
Eu juro que não vejo a hora de te acariciar
Fugindo da infelicidade vou a seu encontro
Pra gente matar a saudade que quer nos matar
Alô você que atende o telefone e tremendo responde a voz de quem ama
Alô você que me ouvindo agora suspira e rola sozinha na cama
Alô você que carente de amor implora meu o calor com ternura sem fim
Alô meu bem prepare bem o nosso ninho arruma tudo direitinho que hoje vou chegar afim
Estou morrendo de vontade de abraçar seu corpo
Eu juro que não vejo a hora de te acariciar
Fugindo da infelicidade vou a seu encontro
Pra gente matar a saudade que quer nos matar
Amor Que Não Morreu
Eu até agora não te esqueci
Sei que você também não me esqueceu
Não é fácil apagar as marcas deste amor
Amor que foi cortado, mas não morreu
Que por razões de famÃlia não estamos juntos
Tirou o relacionamento que foi tão bom
Pra eles é mil maravilhas ver-nos separados
Não sabe o quanto estão sofrendo dois corações
Talvez em outro mundo seremos felizes
Perto de uma estrela que aqui não brilhou
Lá não tem correio e nem telefone
É um mundo limpo que Deus criou
Que por razões de famÃlia não estamos juntos
Tirou o relacionamento que foi tão bom
Pra eles é mil maravilhas ver-nos separados
Não sabe o quanto estão sofrendo dois corações
Não Tem Outro Jeito
Eu tentei de tudo acorrentei meus nervos
Que estavam ferindo meus sentimentos
Cego de amor, louco de ciúmes
Seu amor me trouxe grandes tormentos
Eu tentei fugir do ciúmes maldito
Que você provoca por ser tão vulgar
Chega de mentir e dizer que me ama
Você é fingida já sei sua fama
Eu não compreendo seu jeito de amar
Quando está dormindo, eu estou acordado
Te vejo sonhando, chamar outro nome
E nesse momento acorda assustada
Volta a dormir e não diz mais nada
Eu tenho certeza que tens outro homem
Vou fazer as malas, não tem outro jeito
Resolver a nossa situação
Quem é gente boa isso vem do berço
E para o seu caso, não há solução
Vou dizer agora tudo que sinto
Meu amor é grande, mas chegou ao fim
Prefiro morrer do que estar ao seu lado
Não quero viver mal acompanhado
Vou dar meu adeus que é melhor pra mim
Quando está dormindo, eu estou acordado
Te vejo sonhando, chamar outro nome
E nesse momento acorda assustada
Volta a dormir e não diz mais nada
Eu tenho certeza que tens outro homem
Nas Mãos De Deus
Sabe lá o que é passar noites e noites
Acordado no mais triste abandono
Soluçando no silêncio de um quarto
Desprezado igual um cachorro sem dono
Não tem jeito que dá jeito em meu sofrer
Meu coração foi retalhado em mil pedaços
Quero cantar, quero gritar, quero beber
Para esconder toda a tristeza de um fracasso
Eu tenho medo de ver a pessoa amada
Em outros braços que não seja os braços meus
Tenho coragem de partir pra violência
Mas vou ter calma entregar nas mãos de Deus
Quem sabe um dia essa pessoa que eu chamo
Voltei chorando implorando meu perdão
Responderei fiques comigo ainda te amo
Reabrirei as portas do meu coração.
Eu deixarei que este amor venha de novo
Em minha vida acalmando a tempestade
Lhe entregarei a chave que abre meu peito
Para trazer-me de volta a felicidade
Adeus MartÃrio
Levante o rosto pra me ouvir agora
Pois chegou a hora de um entendimento
Pra um casal que já se separou de cama
Fingir que se ama não tem fundamento
Vamos dar um fim em nosso compromisso
Atirando ao lixo a falsa convivência
Por que não é justo morrer na prisão
De um casamento que já foi ao chão
E está vivendo só na aparência
O amor sem juÃzo que uniu nós dois
Pra sempre se foi e não pode ter vÃcios
Se águas passadas não rodam moinhos
Só outros carinhos nos farão felizes
Pois é bobagem manter a moral
De um conjugal que há tempo está morto
Assine o divórcio e adeus martÃrio
Igual duas aves fugindo do frio
Irei para um lado e você pra outro
O Maior Calote
Meu pai deixou este mundo quando eu era molecote
Um sÃtio de dez alqueires ele me deixou de dote
Um fazendeiro vizinho por nome José Benotti
Pra tomar o meu terreno começou fazer boicote
O danado fazendeiro me passou vários trotes
Por falta de experiência eu levei muitos calotes
Eu dei quatro bois de carro em troca de um garrote
Dois burros e um arado eu troquei por um serrote
Troquei um trator de esteira por um cavalo de trote
Cheguei a trocar duas vacas por um galo e um corote
Todo terreno que eu tinha eu dei em troca de um lote
Até que eu fiquei sem nada no meu rancho de barrote
O homem era valente me chamava de frangoteÂ
E se eu fosse reclamar apanhar de chicote
Mas o tempo foi passando quero que vocês anotemÂ
Como faz a cascavel resolvi dar o meu bote
Fugi com a filha dele o italiano deu pinoteÂ
Parecia uma pantera quando perde o seu filhote
Eu agora sou casado já não sou mais um pixoteÂ
Faço parte da famÃlia e vivo de camarote
Eu que mando na fazenda não dou bola pro velhoteÂ
Tenho dinheiro no banco e até ouro em lingote
Pra deixar o velho brabo gosto de fazer fricoteÂ
De usar cordão de ouro tenho calo no cangote
De pobre fui a riqueza compro e vendo marroteÂ
Ando cheio do dinheiro tenho jóia no malote
Quando eu era um coitadinho me fizeram de boiote
Mas agora eu mato a sede na água fresca do pote
Eu fiz um grande negócio naquele belo pacote
Deixei falando sozinho o meu sogro Zé Benotti
A Pancada Da Verdade
Houve um grande desafio
Conta o povo que assistiu que o bate fundo foi quente
Foi nesta festividade
A mentira e a verdade se toparam frente a frente
Convencida e gabola
Mentira riscou a viola e cantou primeiramente
Fazendo bonito até
Foi aplaudida de pé por quase todos presentes
Mentira como é sabida
Comprou o resto da torcida pra acabar com a concorrente
Vendo a outra em maus pedaços
Mentira não deu espaço e atacou diretamente
Faço ganhar eleições
Dou troféu e galardões para todos meus clientes
Para o pobre mais tristezas
Dar ao rico mais nobreza é meu trabalho freqüente
Você entende de igrejas
Me quebrar você deseja, mostre que és competente
Esse verso fez o povo
Aplaudir de pé de novo a vibrar ardentemente
Verdade com muito jeito
Pois a viola no peito e respondeu divinamente
Eu não me dou por vencida
Apesar da minha torcida passar pra sua concorrente
Traidores e traÃdos
Contra mim estão unidos, tenho dó dos inocentes
A verdade ninguém furta
Pois quem tem a perna curta não corre rapidamente
Não vou deixar pra depois
Vou dar logo nome aos bois é meu trunfo infelizmente
O tumulto foi criado
Entre o corpo de jurados e todos os assistentes
A festa foi suspendida
Verdade saiu erguida quando alguém deixou ciente
Verdade teve mais graça
Por isso merece a taça, ninguém pensa diferente
Não existe outro caminho
Devemos ficar quietinho por ser mais inteligente
Aceitar a realidade
A pancada da verdade faz doer profundamente
Metade De Ti
Se a saudade te doer demaisÂ
Podes vir eu ainda te quero
Pelo mundo não encontrarásÂ
Outro amor tão sublime e sincero
Tu partiste só com meia vida
Minha vida a metade perdeu
Tu fugiste de mim de verdade
Mas da vida só tens a metadeÂ
Pois a outra metade sou eu
Não adianta fugir do destino
Cedo ou tarde iras concluirÂ
Aos meus braços terás que voltar
Para reencontrar a metade de ti
Aos meus braços terás que voltar
Para reencontrar a metade de ti
Coração DoÃdo
Oi coração doÃdo, oi peito machucado
É por amor fingido que suspiro dobrado
Eu sempre ouvi dizer agora está comprovado
Quem não aprendeu bater merece ser castigado
Apanhando de paixão dia e noite sem parar
Coração vive sofrendo por quem só sabe apanhar
Oi coração doÃdo, oi peito machucado
É por amor fingido que suspiro dobrado
Quem já teve o céu na terra e deixou cair das mãos
Chora um grande amor que fere deixando desilusão
Sobre um fogaréu aceso coração se martiriza
Queimado pelo desprezo aos poucos virando cinza
Oi coração doÃdo, oi peito machucado
É por amor fingido que suspiro dobrado
Pagode Do Tubarão
O pobre veio ao mundo, o tubarão também veioÂ
Pobre veio no trote, tubarão no arreio
Isso é desde o princÃpio que vem neste galanteio
Pobre sente o cansaço, tubarão mete o reio
Tubarão puxa rédea, pobre estanca o freio
Tubarão chega e entra, pobre vai pra escanteio
Pobre está no pesado, tubarão no passeio
Tubarão no banquete e o pobre no custeio
Tubarão ta seguro porque o pobre é um esteio
O pobre come a casca, tubarão o recheio
Não precisa concurso, não carece sorteio
Onde tem mordomia tubarão está no meio
Tubarão vive frouxo com o suor alheio
Ele embrulha o pobre com o seu manuseio
A desonestidade é coisa que eu odeio
Desse jeito que eu penso é assim que eu creio
E da fé que me rege eu jamais desnorteio
O senhor lá do alto sabe os nossos anseios
Tubarão quando sente que o negócio está feio
Ele vem de mansinho e vem fazendo rodeio
Coitadinho do pobre vive no devaneio
Mas um dia ele cansa do falso galanteio
Vai notar que tem força que é em vão seu receio
De boas intenções o inferno está cheio
Sonho De Saudade
Levantei de madrugada sai no portão da rua
Sentindo o sopro da brisa fiquei contemplando a lua
Descoberta pelas nuvens no céu passeando nua
Me lembrei do seu sorriso e da cor da pele sua
Senti correndo no peito a enchente da paixão
Fazendo fortes meandros trazendo a recordação
Do nosso amor em segredo que foi cheio de emoção
Que ainda está vivendo guardo em meu coração
Em meu sonho de saudade senti você me abraçando
O seu calor me aquecendo, suas mãos me acariciando
Dos cabelos cor de mel senti perfume exalando
No apogeu do desejo senti você me beijando
Ao me sentir novamente em meu calvário de dor
Você sofrendo com outro, com outra sou sofredor
Só espero que o destino transforme espinho em flor
Libertando nossas vidas pra gente se unir no amor
Cobertor De Orelha
Galo que não galeia não está com nada
Galinha que come ovo vai pra panela
Marreco que não nada morre afogado
Cavalo que anda macio é bom de cela
Mulher feia e arrelienta couro nela
Tem gente arrotando pato em casa alheia
Pra não dizer que lá em casa a coisa ta feia
Vendeu seu almoço e comprou a janta
Nem assim deu pra comer, pois deixou pra ceia
Cobertor da sua cama só de orelha
Mulher de rico desfila na passarela
Mulher de pobre passeia lá na pinguela
O rico come na mesa e usa a baixela
O pobre come na mão em qualquer tigela
Banheira de rico é bronze do pobre é gamela
O rio que não tem piranha nado tranqüilo
Enfrenta o touro na mesa de garfo na mão
Mas vida do pobre é duro não tem sigilo
O boi só come o que o rico joga no chão
Futuro do pobre hoje é ilusão
Músicas do álbum João Mulato E Pardinho (1992) (RGE 3086303) - (1992)
Nome | Compositor | Ritmo |
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Telefonema | Praense / Piraselmo | Rasqueado |
Amor Que Não Morreu | Praense / João Mulato | Toada Balanço |
Não Tem Outro Jeito | José Victor / Joselito | Guarânia |
Nas Mãos De Deus | Léo Canhoto | Toada |
Adeus MartÃrio | Praense | Guarânia |
O Maior Calote | Nhô Chico / Dino Franco | Cururu |
A Pancada Da Verdade | Manoelito Nunes / Nina Santos | Cururu |
Metade De Ti | Praense / João Mulato | Rancheira |
Coração DoÃdo | Praense / BenÃcio Da Silva | Rojão |
Pagode Do Tubarão | Manoelito Nunes / Nina Santos | Pagode |
Sonho De Saudade | Jesus Belmiro / João Mulato | Cateretê |
Cobertor De Orelha | Itapuã / Antunes | Pagode |